Olhe, Guga. Da mesma maneira que você, tenho que aprender a chamar o garçom e os empregados nos clubes e nas lojas com maior confiança. Sou muito tímido e tenho vergonha demais. Sempre acho que as outras pessoas têm mais direitos que eu. O que é um terrível erro e uma compreensão bastante ruim do príncipio da igualdade. Sinto-me profundamente incompetente nesta sociedade de pedidos e de reclamações. Estou procurando as razões disso. Espere um pouco. Há certamente algo a ver com as mulheres. Ora, quando eu era mais jovem, estava todo tempo isolado e sozinho, uma espécie de ilha em mim mesmo, uma ilha derivante, estragada. Todas as meninas que eu encontrava estavam extremamente distantes de mim. Eu podia sentir uma distancia tamanha, que podia ouvir o som e ver a vista delas se embaçar adiante dos meus olhos. Como se eu estivesse muito longe de todas. Elas ficavam fora do meu alcance. Até hoje, podem ser ouvidos bem nítidos, aqueles gritos de amor por mim, aos quais não posso responder nada, porque eu acho uma grande desafetação moral e social na minha personalidade que pode ser um início de explicação ao meu problema. Não sei pedir nem receber. Não sei como pedir uma porra de conta.
vendredi 21 août 2009
Freudisação
Inscription à :
Publier les commentaires (Atom)
Excelente teu texto.
RépondreSupprimerJah tinha comentado com você sobre o final, achei foda! "Não sei pedir nem receber. Não sei como pedir uma conta de porra."