Probablement un des meilleurs films brésiliens des dernières années. 1970 vue à travers les yeux d'un jeune garçon qui attend le retour de ses parents partis "en vacances", au milieu d'un Brésil déchiré entre l'euphorie de la Coupe du Monde et l'oppression de la dictature militaire. C'est beau, c'est subtil, c'est complexe, c'est profond.
cara! vou ter que concordar dessa vez tanto que tenho uma cópia original... esse filme é bem bacaninha mesmo, é a versao tupiniquim do argentino "Valentin" ou do chileno "Machuca". Todos sobre as ditaduras sob a ótica cultural de cada país. Cao Hamburger fez um trabalho excelente, e acho q foi o último filme do Paulo Autran... dommage!
RépondreSupprimerAcabei de assistir ao filme de novo e achei demais. Muito emocionante, muito bem filmado. O jovem ator tá excelente, a sua evolução psicológica é super realista, os diálogos são súteis. Algumas cenas são quase perfeitas. Tou pensando especialmente na cena do primeiro jogo contra a Checoslováquia, quando os estudantes se esforçam a torcer pro país socialisto... até o gol de Pelé! Ou quando Mauro tenta uma ultíma chamada à casa dos pais e a cámera só nós mostra a sala de estar toda derrubada.
RépondreSupprimerUm filme inteligente, que não precisa dizer nada pra gente entender tudo. O sentido todo fica naquelas aspas ao redor de "férias" que atravessam o filme do início ao fim.
Gostei, e muito. E tenho que insistir nisso: entendi tudo! Todos os diálogos, menos o iídiche...
mas os diálogos em iídice sao os mais fáceis (hahahaha até parece).
RépondreSupprimerEu concordo com a evoluçao psicológica, a representaçao do personagem do Shlomo também. Isso pq o Shlomo vai se meter com os militantes com "medo" mas por um "bem maior" que é ajudar o menino.
Já a parte do jogo da Tchecoslováquia eu nao acho que seja uma parte séria, acho que o Cao quis tirar um sarrinho nessa. Pq os estudantes nessa época nao eram radicais à esse ponto, acho que ele demonstra bem as ideologias sem embasamento, o ser do contra por ser do contra simplesmente ou "rebeldia sem causa", o que demonstrou muito bem com esse diálogo. Já a copa de 70 é muito característica... tem muita história. O pessoal do interior que nao tinha TV reunia toda a vizinhança pra ver. É uma demonstraçao de como o futebol é culturalmente influente p/ povo brasileiro. Qdo a seleçao está em campo tudo pára (TUDO!), até mesmo militancia, guerra ou seja lá o que for. Nesse ponto faço duas possíveis leituras: a cultura per se, e a condiçao de "panis et circensis", pao e circo para o povo, num conflito desses. Há que se lembrar que no período pós-democrático (pós ditadura) as eleiçoes presidenciais e da maior parte do legislativo se passam nos anos da Copa!
Esse filme mostra muito.... só acho que a parte de demonstraçao do judaísmo é bacana, mas chega a ser irrelevante pro contexto político e "familiar", é um cenário coadjuvante se assim pode-se dizer, importante mas irrelevante!
Acho a frase do menino que diz que queria ser como o goleiro e namorado da moça da lanchonete mais sutil e intrigante, o fato de querer ser o goleiro...
Não sei por que, mas me faz lembrar essa frase de Salinger em "The Cather In the Rye", quando o Holden Caulfield explica que só quer ficar à beira do abismo, num campo de centeio, pra salvar os meninos quem não podem ver direito por ser baixos demais. É uma metáfora legal e bonita. Isso é o único objetivo que lhe dá uma razão de perseverar.
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